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Própolis, doce remédio.

Matéria Estado de Minas - Segunda-Feira, 27 de Junho de 2011
materia2011

PROPRIEDADES

Antibiótico natural é eficaz no tratamento de gripes, resfriados, inflamações de garganta, bronquites, úlceras. Antiinflamatório; anestésico, acelera a cicatrização e alivia queimaduras. Suplemento alimentar, preventivo.

INSTRUÇÕES DE USO

Pode ser ingerido de preferência com água fria ou morna, sucos ou leite, pela manhã. Sugere-se de 10 a 15 gotas para crianças ao dia e 20 a 30 gotas ao dia para adultos.

INDICAÇÕES

Em afecções inflamatórias superficiais, como estomatite, amigdalite, gengivite, piorréia alveolar, hemorróidas. No caso de estomatite e inflamações da garganta, o extrato alcoólico atua melhor no sintoma, uma vez que cria uma película protetora no local onde foi passado; é indicado para recuperação do estado de fadiga; em formato de enxaguante bucal, ajuda no ataque a bactérias que causam cáries; é sugerido para reduzir as ulcerações e inflamações e amenizar os sintomas do reumatismo, diabetes, hipertensão; fortalecimento da ação imunológica pela ação de linfócitos, estimulação do organismo enfraquecido, redução dos efeitos colaterais de anticancerígenos e radioterapia; prevenção e tratamento de pneumonia crônica e bronquite infantil; tratamento de queimaduras graves e efeitos sobre doenças dermatológicas.

FONTE: CONAP

Antibiótico natural e muito usado no combate às enfermidades, o própolis verde está em alta entre os pesquisadores para ser usado como suplemento alimentar e preventivo contra diversos tipos de doenças. Na odontologia, o produto também ganha espaço nas pesquisas. O clima de Minas Gerais favorece a produção, que acaba de ganhar um peso a mais no estado: o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estabeleceu em maio a primeira denominação de origem para a própolis verde no Brasil, através da Portaria nº 1138, de 2011.

A região de própolis verde no estado é composta por 102 municípios mineiros localizados em áreas de produção dos associados da Federação Mineira de Apicultura (FEMAP-MG). Minas produz 29 toneladas de própolis ao ano, sendo que 20 são de própolis verde, segundo a Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap).

A denominação de origem é uma certificação que reconhece produtos cujas qualidades ou características se devem principalmente ao meio geográfico. O gerente de certificação do IMA, Marco Antônio Vale, afirma que o reconhecimento ajuda a agregar valor ao própolis verde, que passa a ter maior abertura no mercado. “Os maiores consumidores de própolis são as indústrias farmacêuticas e os asiáticos. A denominação dá mais confiabilidade ao processo de negociação”, diz vale.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) estabelece que para entrar no mercado externo a própolis deve ter a presença de flavonóide (principio que combate o radical livre) e ausência de metais pesados. O grande diferencial da própolis verde produzido em Minas é a presença de um fenólico chamado artepelin-C (princípio ativo que ajuda a combater o câncer). “Minas tem regiões com elementos essenciais para o artepelin-C na própolis, com altitude de 750 a 1,4 mil metros e temperatura média de 25graus”, observa Irone Martins Sampaio, presidente da Conap.

A origem botânica dessa própolis no estado é o alecrim do campo, encontrado nas vassourinhas do cerrado. “O própolis verde está na fronteira entre o alimento e o medicamento. É um alimento com propriedades funcionais. Os japoneses compram a própolis porque sabem da forte presença do artepelin-C”, explica Sampaio. O produto, diz, cria no organismo uma resistência contra inúmeras doenças, inclusive o câncer.

A própolis verde é encontrada principalmente no Sul de Minas e Região Central, em cidades como Entre Rios de Minas, São João Del Rei, Belo Vale, Presidente Bernardes, Barbacena, Formiga, Muzambinho, Viçosa e Patrocínio. Em algumas regiões, como Entre Rios, Sampaio afirma que a produção tem sido feita com percentual grande de artepelin-
C, em torno de 11,6%.

CURA NA BOCA O professor de patologia bocal da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Vagner Rodrigues Santos, tem realizado estudos dos efeitos da própolis verde em micro-organismo que causam lesões na boca, como gengivite, candidíase, cárie, aftas e herpes. Inicialmente foi feito um trabalho com extrato alcoólico e gel de própolis em pacientes portadores de candidíase bucal. “O resultado mostrou-se eficaz quando comparado como outros antifúngicos usados para esse tratamento”, revela Santos.

A pesquisa conta com a participação de mestrados e docentes da unidade, alunos de iniciação cientifica, professores do Departamento de Química, do Instituto de Ciências Exatas (Icex), da Escola de Farmácia e da Faculdade de Odontologia. Há dois anos, o grupo passou a oferecer atendimento especial a pessoas com câncer de cabeça e de pessoas com câncer de cabeça e de pescoço que têm disfunção provocada pela radioterapia, conhecida como “boca seca”, caracterizada por pouca ou nenhuma produção de saliva. Segundo o professor, a saliva protege a boca e controla o crescimento exagerado de micro-organismos potencialmente patogênicos. Se ela existe em quantidade insuficiente, a pessoa pode desenvolver mucosite (inflamação da mucosa) com sobreposição de outras doenças, como a candidíase bucal, popularmente chamada de sapinho. “Esse quadro deixa o paciente mais vulnerável. Ele sente dor até mesmo quando fala ou se alimenta”, diz Santos.

Para aliviar o mal-estar, o grupo de pesquisa criou um gel à base de própolis que lubrifica e traz conforto. Os resultados mostram que pacientes submetidos ao processo não desenvolvem mucosite, e, quando ela já existe, a complicação regride. “Em muitos pacientes, quando aplicamos o gel, a mucosite desaparece em até uma semana. E quando o gel é aplicado antes da radioterapia, a inflamação nem chega a aparecer. Isso se justifica pelos efeitos analgésico, antiinflamatório e antimicrobiano da própolis” diz o professor.

O grupo também já fez uso da própolis contra a cárie. Foram identificados 14 extratos de própolis disponíveis no mercado de Belo Horizonte, vários deles provenientes de outros estados. As amostras foram utilizadas em testes in vitro para combater os micro-organismos danosos à saúde bucal em maior ou menor grau.

O professor conta que foi feita uma pesquisa com alguns voluntários com alta susceptibilidade a cáries. Por motivos que podem envolver genética, questões sociais e hábitos de higiene, essas pessoas têm entre 100 milhões e um bilhão de bactérias na boca, número suficiente para causar cáries. Quando elas utilizam gel e o enxaguante bucal à base de própolis por 20 dias, esse número cai para entre 10 mil e 100mil.

Fonte: Estado de Minas, matéria do dia 27/06/2011- página 18

 
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